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Mercosul: perspectiva para os próximos anos

Mercosul: perspectiva para os próximos anos

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), desde a criação do Mercosul em 1991 as exportações brasileiras para os países do bloco cresceram cerca de 12 vezes. Só em 2016, 10,3% de todas as vendas externas do país foram destinadas aos parceiros comerciais sul-americanos.

Embora o potencial de integração do Mercosul seja maior do que o bloco vem operando, as previsões para este ano são otimistas.

Por isso, preparamos o post de hoje com algumas dessas perspectivas para 2017 e para os próximos anos, tendo como base as últimas notícias e acordos internacionais. Confira como seus negócios podem ser beneficiados por esses prognósticos!

Aproximação entre Argentina e Brasil

Os interesses comuns entre Argentina e Brasil ficaram claros por meio dos discursos de seus presidentes Mauricio Macri e Michel Temer, em encontro dos líderes sul-americanos no início do ano.

Embora os dois países estejam enfrentando quadros de recessão e instabilidade política, é possível perceber uma sintonia entre os parceiros comerciais, no sentido de promover uma maior abertura econômica em seus países, além de buscar alternativas para o bloco, principalmente por meio de novos acordos comerciais.

Os países pretendem criar condições para aumentar a participação do Mercosul no comércio mundial. Os presidentes destacaram o desejo de expandir relações com a União Europeia e avançar nas negociações com a Aliança do Pacífico.

A associação entre os blocos envolve, especialmente:

  • a redução de tarifas alfandegárias;
  • a remoção de barreiras ao comércio de serviços;
  • o aprimoramento das regras relacionadas a:
    • compras governamentais;
    • procedimentos de alfândega;
    • barreiras técnicas;
    • proteção à propriedade intelectual.

Mercosul e o comércio com a China

A política externa chinesa, caracterizada pela demanda de matérias-primas e recursos energéticos e agrícolas, tem significativo impacto sobre o Mercosul. A região não só é um importante mercado para os produtos manufaturados provenientes da grande potência mundial, mas também é uma opção bastante atrativa para investimentos chineses.

A China é, atualmente, o principal parceiro comercial do Brasil. A soja adquirida pelo parceiro é responsável por cerca 53% de todas as exportações brasileiras para o país. O segundo item mais vendido aos chineses é o minério de ferro e seus concentrados, seguido de óleos brutos de petróleo.

Mudanças no cenário mundial

O mandato de Trump nos Estados Unidos tem gerado grandes dúvidas sobre o futuro das relações comerciais do Mercosul com a potência mundial. A tendência é que o protecionismo de Trump beneficie os países sul-americanos, que devem intensificar suas trocas comerciais com o México.

Representantes do comércio mexicano têm se aproximado do Brasil para buscar alternativas ao comércio com os Estados Unidos. A exportação da carne processada brasileira, além da soja e do milho, pode ser beneficiada, se americanos e mexicanos realmente interromperem o comércio desses produtos.

Efeito semelhante pode ocorrer nas relações do Mercosul com a Aliança do Pacífico e a União Europeia, que também terão dificuldade para fechar grandes acordos comerciais com o governo de Trump.

Os membros da Aliança do Pacífico sofreram os impactos da rejeição de Trump pela Parceria do Transpacífico (TPP). Da mesma forma, a União Europeia possivelmente terá dificuldades de firmar o Tratado Transatlântico (TTIP) com os Estados Unidos, o que pode agilizar a criação de um acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul.

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