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Conheça as modalidades de pagamento no comércio internacional

Conheça as modalidades de pagamento no comércio internacional

Exportações e importações são cada vez mais comuns em empresas brasileiras, mas o pagamento em operações de comércio exterior ainda é um campo desconhecido por muita gente. Existem diversas modalidades de pagamento no comércio internacional e cada uma apresenta seus riscos, vantagens e desvantagens.

Dependendo da modalidade escolhida, seu pagamento pode sofrer maior ou menor influência do câmbio e você terá garantias diferentes. Portanto, se o seu negócio está pensando em importar ou exportar, é importante que vocês conheçam as opções de pagamento ou recebimento.

Atualmente, existem quatro modalidades mais utilizadas de pagamento no comércio internacional. Conheça, no post de hoje, cada uma delas!

1. Pagamento antecipado

No pagamento antecipado, como o nome sugere, o importador envia os valores ao exportador antes que ele inicie o embarque das mercadorias. Após envio do pagamento, o exportador embarca a mercadoria com a respectiva documentação. Veja um passo a passo da operação:

  • terminada a negociação, o exportador emite uma fatura proforma contendo os valores e detalhes do pagamento a ser realizado;
  • o comprador vai até um banco e realiza a remessa internacional para o exportador;
  • após receber os recursos, o vendedor prepara a carga;
  • com a carga pronta para ser exportada, o vendedor dá início aos trâmites de exportação;
  • depois de embarcar a mercadoria, o vendedor emite os documentos necessários e envia diretamente ao comprador, por correio;
  • de posse dos documentos originais e com a carga em trânsito, o comprador já pode acompanhar a chegada da mercadoria;
  • quando o produto chegar ao local combinado, o importador realiza o desembaraço aduaneiro de importação.

Do ponto de vista comercial, essa modalidade apresenta muitas vantagens para o exportador, já que é o importador quem assume todos os riscos. Não há nenhuma garantia de que a mercadoria será enviada e, portanto, deve existir uma relação de muita confiança entre as partes.

Além disso, quem vai importar tem que desembolsar o dinheiro antes de receber a mercadoria e poder usufruir dela. Em alguns casos, os trâmites burocráticos e transporte podem levar semanas para serem concluídos. Ou seja, o pagamento antecipado também exige planejamento em relação ao fluxo de caixa da companhia.

Já para o importador, essa modalidade é interessante quando existe uma expectativa de elevação de preços ou de variação do câmbio desfavorável à importação. Nesse caso, o pagamento antecipado garante o congelamento do preço dos produtos e da taxa de câmbio.

2. Remessa sem saque

O saque, também chamado de letra de câmbio, é um título de crédito. Esse documento serve como comprovação da responsabilidade de pagamento do importador. Em caso de não pagamento, ele pode ser protestado. Porém, na remessa sem saque esse documento não é utilizado.

Isso significa que o exportador efetua o embarque da mercadoria e, posteriormente, envia a documentação, incluindo a fatura, diretamente ao importador. Não existe nenhum banco intermediário e, como não existe o saque, o exportador não possui formas legais de efetuar a cobrança em caso de inadimplência.

Portanto, nessa modalidade de pagamento no comércio internacional, é o exportador quem assume os riscos. Como vantagens, ela garante maior agilidade no processo e a inexistência de taxas bancárias. No entanto, só deve ser utilizada quando o exportador tem total confiança no importador. Nesses casos, o processo ocorre da seguinte maneira:

  • o vendedor emite uma fatura comercial com os detalhes do pagamento;
  • ele também prepara a carga, realiza os trâmites de exportação e embarca a mercadoria;
  • os documentos são enviados ao importador, que, com eles em mãos, pode acompanhar a chegada da mercadoria;
  • quando os produtos chegam ao destino, o comprador já pode realizar o despacho aduaneiro de importação;
  • conforme prazo e condições combinadas, o comprador vai até um banco e realiza o pagamento da fatura;
  • o vendedor receberá um aviso de que foi feito um pagamento em seu favor e poderá realizar a operação de câmbio para receber o dinheiro.

Por causa dos riscos envolvidos, tanto o pagamento antecipado quanto a remessa sem saque costumam acontecer apenas em casos em que as empresas já são grandes parceiras comerciais, entre matriz e filiais ou, ainda, entre empresas do mesmo grupo.

3. Cobrança documentária

A cobrança documentária é outra opção dentre as modalidades de pagamento no comércio internacional. Nela, o processo de pagamento é intermediado por um banco. O exportador embarca a carga e remete os documentos, incluindo fatura, ao banco. Esse, após conferência da documentação, envia os papéis ao seu representante bancário no país do importador.

O importador, por sua vez, precisa comparecer ao banco e efetuar o pagamento à vista ou, em caso de pagamento a prazo, assinar o saque. Como já vimos, o saque serve como reconhecimento da dívida, ou seja, o exportador poderá cobrar o valor devido caso o comprador não efetue o pagamento.

Após realizar esses trâmites no banco, o importador recebe a documentação para iniciar o desembaraço aduaneiro. É importante ressaltar que, na cobrança documentária, o banco atua apenas como mediador e não tem a obrigação de garantir o pagamento.

Ou seja, mesmo que o importador assine o saque e se comprometa a pagar, ainda não existe garantia de que o vendedor vai receber. Haverá formas legais de fazer a cobrança, como em qualquer outra operação de compra e venda, mas o pagamento não estará garantido.

4. Carta de crédito

carta de crédito para pagamento internacional não é muito diferente daquelas que você já conhece. Basicamente, é um documento em que uma instituição bancária autoriza o vendedor a dispor de certa quantidade de dinheiro, desde que cumpridas as condições negociadas.

O importador solicita o crédito a um banco, que analisa o pedido e, se aprovado, emite uma garantia de que efetuará o pagamento em benefício do exportador. Essa garantia está condicionada, naturalmente, ao envio da mercadoria por ele.

Por isso, essa operação é a mais segura para ambas as partes, o que também faz dela a modalidade de pagamento mais utilizada nas operações de comércio exterior. A disponibilização da carta de crédito, porém, depende da reputação financeira de quem deseja importar. O documento é composto pelas seguintes partes:

  • beneficiário: o exportador, que terá direito ao crédito disponibilizado pelo banco;
  • tomador: é o comprador quem solicita a abertura do crédito e se compromete a efetuar o pagamento ao banco;
  • banco emissor: instituição escolhida pelo tomador, que se compromete a realizar o pagamento ao exportador;
  • banco avisador: responsável por comunicar o beneficiário sobre a existência de um crédito em favor dele;
  • banco negociador: banco onde a carta de crédito é negociada, geralmente no país do exportador. Esse banco lida com todos os documentos e se compromete a repassar o dinheiro enviado pelo banco emissor.

Também é importante saber que os bancos cobram taxas ou comissões por esse tipo de serviço. Outro ponto de atenção aqui é que os bancos são responsáveis apenas por conferir a documentação e disponibilizar o crédito, mas não são responsáveis por garantir que a mercadoria enviada corresponde ao que está descrito na nota fiscal e demais documentos.

De qualquer maneira, fazendo a documentação correta e conhecendo a reputação do fornecedor ou comprador, você poderá comprar e vender produtos no exterior sem dores de cabeça.

Como você viu, as modalidades de pagamento no comércio internacional podem influenciar em vários aspectos, como o preço final da operação, o tempo de tramitação e as garantias para importador e exportador. Portanto, conte sempre com profissionais especializados em comércio exterior para fazer as melhores escolhas!

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