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Entenda a diferença entre comércio exterior e comércio internacional

Entenda a diferença entre comércio exterior e comércio internacional

Comércio exterior e comércio internacional são duas expressões muito confundidas entre empresários e empreendedores. Embora definam operações que envolvem a venda e a compra de bens e serviços entre países, essas áreas se distinguem.

É muito importante conhecer as características de ambas as áreas, principalmente se você for gestor de uma empresa que pretende realizar operações internacionais.

Ao conhecer a designação de cada termo, será mais fácil encontrar empresas que ofereçam as soluções ideais que a sua organização precisa. Quer entender a diferença desses termos? Então continue a leitura e confira!

Diferenças entre comércio internacional e comércio exterior

Podemos definir “comércio” como a relação entre duas partes, em que a primeira oferece um produto e/ou serviço para venda e a outra parte retribui com algo que tenha valor econômico (dinheiro, na maioria dos casos) para pagá-lo.

Quando uma empresa decide fazer negócios com uma organização localizada em outro país, ela está fazendo uma operação internacional. Nesse processo, expressões como “comércio exterior” e “comércio internacional” surgem e muitos gestores ficam com dúvidas sobre essas denominações e suas principais características.

Confira, a seguir, as principais diferenças.

Comércio internacional

Essa denominação aborda normas internacionais aplicadas a produtos e serviços, tais como operações de trocas entre países decorrentes de intercâmbio econômico (mercadorias, serviços e mão de obra), político e cultural e existem para facilitar a negociação entre os países, visando aumentar o potencial de trocas comerciais entre eles.

Tais normas são aplicáveis de maneira uniforme aos países, buscando facilitar os negócios internacionais ou trocas comerciais entre as nações.

Note que essas regras são criadas e disciplinadas por acordos estabelecidos entre países ou criadas por órgãos internacionais confiáveis e aderidas ao redor do mundo, por exemplo, as regras da OMC — Organização Mundial do Comércio ou da CCI — Câmara de Comércio Internacional.

A história do Brasil no comércio internacional se iniciou no período pré-colonial (entre 1500 – 1531), com exportação forçada de pau-brasil para a Europa, pelos portugueses.

A partir daí, após o período colonial, a linha do tempo do desenvolvimento do comércio internacional no Brasil passou pela exportação de drogas do sertão — cacau, canela, baunilha, guaraná e castanhas (1580), cana-de-açúcar (entre os séculos XVI e XVI), ouro (século XVIII), café (1727) e látex (1879 e depois entre 1942 e 1945) — até chegar aos dias de hoje.

O avanço industrial com o processo de globalização e o surgimento de empresas multinacionais causaram uma mudança significativa no cenário do comércio internacional. A partir de 2004, o Brasil iniciou um crescimento consistente, graças à estabilidade econômica trazida pelo Plano Real, durante o governo FHC, e aos aspectos positivos entregados pela política econômica imposta pelo presidente Lula.

Agora, passados alguns séculos das primeiras atividades do comércio internacional no Brasil, o país ocupa uma posição mais favorável do que a do início das suas trocas comerciais com outras nações, já que as exportações brasileiras agora se projetam a nível mundial e com maior intensidade.

Na América do Sul, atua como protagonista e lidera o Mercosul, bloco econômico com significativo poder financeiro e com capacidade de influenciar as transações comerciais com outros países.

Comércio exterior

A expressão “comércio exterior”, por sua vez, é utilizada para designar as regras internas de um país, relacionadas ao comércio internacional, e são criadas com o intuito de disciplinar todos os itens do exterior que entram no país, assim como a saída de produtos para outras nações.

O comércio exterior trata das questões tributárias, financeiras, administrativas, comerciais e aduaneiras.

Essa área assegurará que a mercadoria esteja nas condições exigidas no momento do transporte, assim como toda a documentação necessária e todos os impostos quitados para que os produtos sejam despachados corretamente.

As operações do comércio internacional só são oficializadas depois que passam pela fiscalização das aduanas dos respectivos países, ou seja, pelo comércio exterior, visando atender todas as normas nacionais que dizem respeito à transação de mercadorias e a movimentação de capitais entre as nações.

Hoje, no Brasil, existem alguns sistemas responsáveis por controlar e administrar as atividades referentes ao comércio exterior, como Siscoserv e o Siscomex, que retratam a evolução desse setor no país.

Siscoserv é a sigla utilizada para o Sistema Integrado de Comércio Exterior de Serviços, Intangíveis e Outras Operações que Produzam Variações no Patrimônio. Ele é responsável pelo acompanhamento e aferição das políticas públicas para o setor de serviços.

Já Siscomex refere-se ao Sistema Integrado de Comércio Exterior, uma ferramenta administrativa que inclui as atividades de registro, acompanhamento e controle das operações de comércio exterior. Com a chegada dele, foi possível inovar as operações, informatizando os controles existentes que antes eram feitos com uso de papel, carimbos e assinaturas.

O Siscomex é responsável por controlar toda a negociação de mercadorias e bens com o exterior. Por sua vez, o Siscoserv controla serviços e intangíveis. Apesar de serem sistemas distintos, ambos executam a mesma função: controlar o comércio entre Brasil e exterior, e ambos são fiscalizados pela Receita Federal.

Um detalhe importante referente aos dois sistemas é que, enquanto o Siscomex usa a Nomenclatura Comum do Mercosul, o Siscoserv tem como referência a Nomenclatura Brasileira de serviços, intangíveis e outras operações que produzam variações no patrimônio.

Apesar de partirem da mesma premissa de controlar o comércio do Brasil com outros países, existem diferenças entre os dois sistemas no que tange às pessoas físicas e jurídicas e o sistema de tributação utilizado, portanto, observe precisamente esses detalhes.

Depois de conhecer o comércio exterior e o comércio internacional, o gestor entenderá que toda transação de mercadorias e/ou serviços entre países é realizada pelo que é conhecido no mercado como “tripé internacional”, que é formado pelo comércio exterior do país importador, o comércio exterior do país exportador, em conjunto com o comércio internacional.

Assim, será possível determinar em qual dessas áreas a sua empresa se encaixa para, então, explorar as melhores oportunidades para atuar no exterior.

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